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Múltipla exposição ambiental em gestantes e seus bebês na cidade do Rio de Janeiro – um estudo de coorte de nascimentos no Rio de Janeiro, Brasil – Projeto PIPA.

[vc_row mobile_bg_img_hidden=”no” tablet_bg_img_hidden=”no” woodmart_parallax=”0″ woodmart_gradient_switch=”no” row_reverse_mobile=”0″ row_reverse_tablet=”0″ woodmart_disable_overflow=”0″][vc_column mobile_bg_img_hidden=”no” tablet_bg_img_hidden=”no” woodmart_parallax=”0″ woodmart_sticky_column=”false” parallax_scroll=”no” mobile_reset_margin=”no” tablet_reset_margin=”no”][vc_column_text text_larger=”no”]A exposição a múltiplos poluentes como pesticidas, solventes, combustíveis, plastificantes e materiais de limpeza são encontrados em produtos domésticos alimentos, água e ar. Durante a gestação, esta exposição pode ter impacto no desenvolvimento fetal e na saúde infantil. 

O Projeto Infância e Poluentes Ambientais (PIPA), realizado na Maternidade Escola da Universidade Federal do Rio de Janeiro (ME/UFRJ), é o primeiro estudo de coorte prospectivo de nascimentos do Brasil e tem como foco a investigação dos efeitos da exposição a poluentes ambientais na saúde materno-infantil e no desenvolvimento das crianças pós nascimento. 

Este artigo descreve o perfil socioeconômico e de exposição a poluentes da população do estudo piloto do PIPA, que foi realizado de setembro de 2017 a agosto de 2018, envolvendo 139 gestantes e um total de 135 nascimentos. 

Foram coletadas amostras biológicas da mãe e do bebê: sangue materno e urina entre a 32ª e a 38ª semanas de gestação, sangue do cordão umbilical do recém-nascido e urina do bebê durante o 1º, 3º e 6º meses de vida. Informações de saúde e sociodemográficas foram obtidas por questionários. 

Cerda de 75% da população do estudo relatou possuir renda per capita inferior a US$ 200, 19% receberam ajuda financeira governamental e 21% eram mães solteiras. Pelo menos 20% viviam em comunidades de baixa renda. Os metais arsênio, cadmio, chumbo e mercúrio foram encontrados acima dos limites de detecção em 100% das amostras de mães e bebês, enquanto 48% e 23,5%, respectivamente, apresentaram níveis detectáveis de metabólitos piretróides. Os ácidos perfuoroalquil foram detectados em aproximadamente 80% das amostras de sangue materno e urina e 70% das amostras de sangue do cordão umbilical. Pelo menos um composto organoclorado foi detectado em aproximadamente 30% das amostras do recém-nascido e da mãe. 

Gestantes de comunidades carentes do Rio de Janeiro e seus filhos estão expostos a diversos poluentes nocivos a saúde. Os achados do estudo sugerem a necessidade de focar na investigação dos potenciais efeitos adversos à saúde causados por essa exposição.

Acesse aqui o artigo:[/vc_column_text]

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